quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Construtoras estão no topo da lista de reclamações no Procon do RN


Duas construtoras estão no topo da lista de reclamações no Procon do Rio Grande do Norte no primeiros seis meses do ano. De acordo com o diretor do órgão, Araken Farias, Ancona e a MRV somam 328 queixas. A maioria dos consumidores protesta contra o atraso na entrega de obras e cobranças indevidas.
A MRV disse que considera o índice de reclamação pequeno comparado ao número de unidades construídas no Rio Grande do Norte. E informou ainda que a equipe de relacionamento com clientes já criou um núcleo de atendimento exclusivo para tratar dos casos que chegam ao Procon. "O objetivo é buscar a conciliação com os clientes", comunicou a assessoria.
A equipe de reportagem tentou contato por três vezes através de telefone com a construtora neste mês, mas em todas as oportunidades a assessoria de imprensa afirmou que seria necessário falar com os diretores. O G1 aguarda posicionamento.
A Ancona Engenharia e Participações S/A aparece em primeiro lugar na lista. São 166 reclamações. Em seguida está a MRV Engenharia Ltda, com 162. Os números são do levantamento realizado pelo advogado Araken Farias, diretor do órgão, e mostram dados referentes ao período de 2 de janeiro a 23 de julho deste ano.
As duas empresas chegaram a ter as atividades suspensas no Rio Grande do Norte, mas conseguiram retomar as comercializações de unidades depois de liminares.
O diretor atribui a quantidade de reclamações contra as construtoras ao crescimento do mercado imobiliário no RN e a falta de capital das empresas. "Muitas dessas empresas vêm de fora, descapitalizadas, e querem tirar muito lucro nas obras, mas acabam sem recurso para terminá-las", disse Araken.
Ainda segundo o diretor do Procon, há casos em que, para entregar a chave do imóvel, as empresas pedem que os consumidores assinem um termo onde abrem mão de qualquer direito que possam vir a vislumbrar na Justiça.
Mesmo assim, Araken Farias afirmou que vai buscar ajuda do Ministério Público para tentar uma nova proibição.
Por Rafael Barbosa - http://g1.globo.com/rn

Nenhum comentário:

Postar um comentário