sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Crédito imobiliário da Caixa cresce 30% no 1ºsemestre


A Caixa Econômica Federal (CEF) liberou R$ 609,2 milhões para o financiamento de 8.368 imóveis no primeiro semestre de 2012, no noroeste do Paraná – em Maringá e 45 cidades. O crescimento foi de 30,52% se comparado com o mesmo período de 2011, que registrou R$ 466,7 milhões.
De acordo com o superintendente regional da CEF em Maringá, Roberto Luiz Bachman, o Programa Minha Casa, Minha Vida concentra a maior parte dos negócios. As linhas de crédito com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) representam 56,4% do dinheiro liberado na primeira metade deste ano – R$ 343,7 milhões. Foram 4.018 contratos assinados que utilizaram o recurso para dar entrada no imóvel. No ano passado, a quantidade de imóveis financiados com recursos sacados do FGTS foi de 2.983 unidades. Em valores, o total foi de R$ 271,2 milhões – cerca de R$ 72,5 milhões a menos que neste ano.
Bachman explica que 58,1% das pessoas que tiveram o crédito aprovado têm menos de 35 anos. O valor médio pago nos imóveis é de R$ 74,6 mil e 66,4% dos clientes possuem renda inferior a seis salários mínimos. "Essa característica é típica de quem utiliza o recurso do fundo de garantia para dar entrada no primeiro imóvel", considera Bachman.
O superintendente da Caixa ressalta que o banco liberou, em média, mais de R$ 4 milhões em financiamentos da habitação por dia útil no primeiro semestre. A meta é atingir, em volume total de recursos, R$ 1,2 bilhão até o final de dezembro e bater o recorde de 2011, quanto R$ 1,048 bilhão foram liberados para financiamentos.
A maior preocupação do órgão era perder dinheiro devido à política de redução de juros implantada pelo governo federal no primeiro semestre. No entanto, Bachman ressalta que o crescimento de 30% na liberação de recursos no período está atrelado à medida. "As nossas taxas, que em 2004 eram de 13% ao ano, foram reduzidas significativamente e estão operando na casa de 7,7%. Isso atraiu efetivamente novas operações de crédito, gerando renda e emprego, contribuindo para a realização do sonho da casa própria na região", salienta.
O perfil das construtoras é outro dado que mostra que o mercado de imóveis para a nova classe média está aquecido. Bachman diz que empresas com faturamento de até R$ 15 milhões por ano concentram 42% do segmento da construção civil. "Isso mostra que a característica é de empresas regionais que atuam aqui no noroeste e que atendem o público de renda abaixo de seis salários mínimos."
Já o maior vilão do financiamento está sob controle. De acordo com o superintendente, o porcentual de inadimplência é de 1,78% nos negócios envolvendo a habitação no primeiro semestre deste ano.
Poupança
A caderneta de poupança foi o destaque entre as linhas de investimento no primeiro semestre deste ano. A captação total foi de R$ 1,47 bilhões. O aumento foi de R$ 243,6 milhões se comparado com o mesmo período de 2011,quando R$ 1,22 bilhão foram depositados na região noroeste do Paraná.
O superintendente da Caixa observa que os números comprovam que as novas regras de juros da poupança, atreladas à taxa básica de juros (Selic), não afastou os investidores. "O desempenho na região foi excelente. Tivemos uma captação líquida significativa. Estamos hoje concentrando 36% do mercado de caderneta de poupança de toda a região."
Por Renato Oliveira - www.maringa.odiario.com

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