Na década de 1970 contavam-se nos dedos os
apartamentos utilizados como moradia em Natal. Um prédio aqui, outro acolá,
outro mais adiante e todos concentrados na área central da cidade - Centro,
Petrópolis, Tirol, Barro Vermelho. Eram tempos de grandes projetos de construção
de casas financiadas com recursos do Banco Nacional da Habitação, que
resultaram em conjuntos como Ponta Negra, Mirassol, Candelária, Neópolis. Logo
depois veio o maior deles: Cidade Satélite, na zona Sul da cidade, no limite
com o município de Parnamirim, e os conjuntos da zona Norte, aproveitando
amplos terrenos existentes naquela região.
E Natal continuou assim até o final da década de 1980, quando o processo de
verticalização começou a se acelerar. De acordo com informações do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Lagoa Nova era o bairro com maior
número de domicílios residenciais do tipo apartamento em 2000, quando foi
realizado o censo demográfico daquele ano, superando Capim Macio, que tinha
2.677.
Entre 2000 e
2010, o número de apartamentos construídos em Natal e Parnamirim dobrou de
17.911 para 35.077. Mas este número pode ser maior porque o IBGE não registra,
em seus levantamentos, o número de imóveis em construção. Em Parnamirim, que
aparece no último Censo com 7.176 domicílios particulares permanentes do tipo
apartamento, a Prefeitura firmou parceria com o Ministério das Cidades e
implantou, em 2009, o programa Minha Casa Minha Vida. 3.728 apartamentos foram
construídos, 1.800 já foram ocupados pelas famílias sorteadas e o restante está
em fase de entrega.
"Em
apenas um ano, entre 2010 e 2011, Parnamirim recebeu 6 mil novos moradores. É
como se uma cidade do porte de Bento Fernandes ou Porto do Mangue se mudasse
para cá todos os anos", compara o prefeito Maurício Marques dos Santos. De
acordo com estimativas da Prefeitura, Parnamirim já ultrapassou a marca dos 11
mil apartamentos residenciais.
A opção por
esse tipo de moradia passou a dominar o mercado na Grande Natal, quando os
espaços para construção de conjuntos habitacionais acabaram e a violência
começou a fazer parte da rotina das grandes cidades. A conjugação desses dois
fatores levaram o brasileiro a abrir mão da privacidade em troca da praticidade
e de mais segurança.
Pela ordem,
os bairros de Natal com maior número de apartamentos são Lagoa Nova, Capim
Macio, Tirol, Candelária, Ponta Negra, Neópolis, Barro Vermelho e Petrópolis. O
Pitimbu, uma das poucas áreas de expansão imobiliária de Natal, foi o que mais
se verticalizou. Eram vinte apartamentos em 2000 e 1.193 em 2010. Dos bairros
que já eram verticais, o que mais cresceu proporcionalmente foi Ponta Negra:
113,9%.
Entre um
censo e outro, o mercado de apartamentos para morar teve a seguinte evolução:
no Brasil, eram 6,15 milhões, em 2010, crescimento de 43,2% em relação ao censo
de 2000. No Rio Grande do Norte, este tipo de moradia cresceu 110,3%. Em Natal,
o crescimento foi de 88,6% e em Parnamirim de 130,4%.
Fonte: www.tribunadonorte.com.br
E Natal continuou assim até o final da década de 1980, quando o processo de verticalização começou a se acelerar. De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Lagoa Nova era o bairro com maior número de domicílios residenciais do tipo apartamento em 2000, quando foi realizado o censo demográfico daquele ano, superando Capim Macio, que tinha 2.677.
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